(1x04) Capítulo 4 – A Tumba Do Sacerdote Egípcio

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    Hugo
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    (1x04) Capítulo 4 – A Tumba Do Sacerdote Egípcio

    Mensagem por Hugo em Sex 04 Dez 2009, 11:25

    Tomb Raider: A Herança dos Sacerdotes
    Escrito por Richard Bentham


    Parte 1 – O Retorno Ao Egito


    Capítulo 4 – A Tumba Do Sacerdote Egípcio



    Lara teve sorte. Já sabia como ia até a pirâmide de Quéfren para seguir com o plano: havia um jipe na frente do hotel em chamas, o único carro. Provavelmente no qual os mercenários vieram. Subiu no automóvel, e a chave já estava no contato. Lara sorriu. “Que mercenários estúpidos”, pensou.
    - Ei Lara – disse Zip – dá uma olhada no carro. Quem sabe você não descobre quem é o “patrão” deles.
    Lara concordou com a ideia e vasculhou tudo, mas não encontrou nenhuma sombra de pista sobre quem poderia ser o contratante daqueles homens. Ou a contratante. Porém, encontrou armas, munição e medicamentos, o que sempre vinha a calhar.
    - Bem – disse Lara – hora de ir – e deu a partida.
    Ela dirigiu muito rapidamente por um bom tempo entre as ruas vazias e frias, tranquila, enquanto jogava conversa fora com Zip e Alister. De repente, outro ronco juntou-se ao jipe de Lara na noite.
    - O que é isso? – perguntou Alister.
    Lara olhou no retrovisor.
    - Mais dois jipes – respondeu Lara – Essa noite vai ser boa!
    - Será possível? – reclamou Alister – Eles não dão um tempo!
    Os homens nos jipes começaram a disparar tiros. Começava a perseguição.
    Lara ziguezagueava pela estrada, fazendo o possível para não ser atingida. Os tiros estalavam na lataria do jipe. Ela sacou sua pistola e atirou também. Após um tempo, o deserto começara. Faltariam apenas aproximadamente vinte minutos para chegarem à locação das pirâmides. Uma grande duna seguia à frente de Lara. Ela acelerou. O jipe voou sobre a duna. Lá de cima, olhando para trás, Lara podia ver os outros dois jipes, cada um com dois mercenários, que continuavam a atirar. Com um tiro certeiro, Lara acertou o pneu do jipe da frente, que estava em alta velocidade. Ele capotou sobre a duna e, um segundo depois, explodiu. A perseguição continuava. Estavam cada vez mais próximos das pirâmides.
    E então, a noite que era tranquila, além de perturbada pelos roncos dos motores, ficou mais turbulenta com o início de uma tempestade de areia. Lara colocou seus óculos. Era quase impossível enxergar algo, mas ainda era visível a silhueta do outro jipe. Lara sacou a arma, virou-se e começou a atirar sem parar no jipe de trás. Conseguiu acertar vários tiros nos capangas.
    - YEEEAAAAAAH! – gritou Zip.
    A tempestade ficara muito forte e Lara perdera a concentração virando para atirar. Não viu o enorme pedregulho à sua frente.
    - Cuidado Lara! – disse Alister.
    Muito tarde. O jipe bateu e capotou várias vezes. Lara foi arremessada para fora do jipe. A tempestade ficava cada vez pior. Lara levantou-se. Quase caiu de novo devido à força dos ventos. Estava muito dolorida. Olhou à frente.
    - Chegamos –disse ela.
    Estava exatamente à frente da locação das três Grandes Pirâmides. Várias máquinas de escavação estavam nas proximidades.
    - É melhor você entrar na pirâmide logo Lara, a tempestade está muito forte! – alertou Zip.
    - É melhor mesmo – disse Lara – Zip, me guie.
    - Olhe seu PDA Lara. O Alister enviou um mapa para ele.
    Lara checou o PDA e seguiu o mapa. Além do mapa, ela seguiu o caminho que as máquinas faziam até a pirâmide e logo estava de frente a uma entrada na Pirâmide de Quéfren. Colocou a máscara de gás e começou a seguir o mapa do interior da pirâmide que Alister também enviou para seu aparelho. Apesar de muitos corredores e passagens um pouco escondidas, Lara logo chegou no lugar indicado, pois as escavações recentes facilitavam o caminho. E lá estava a enorme escada que levava ao subsolo, onde ficava a tumba do sacerdote egípcio. Lara desceu a longa escada e chegou ao corredor descrito por Alister. Não havia iluminação, e Lara teve que acender sua lanterna. Os ruídos da tempestade fora da pirâmide já não podiam mais ser ouvidos. Vários blocos estavam no chão, porém organizados em um canto. Provavelmente, após o desabamento, começaram a escavar o corredor novamente. Lara virou-se para a parede e leu as inscrições:

    “Com o Pergaminho do Tempo
    Está o poder da vida eterna
    Porém resta um aviso:
    Mesmo que tente fugir
    Contra a fúria dos sacerdotes, não poderá competir”

    Percebeu que isso estava escrito na parede do corredor inteiro, do teto ao chão.
    - É Alister... você não perdeu nada mesmo – disse Lara - O que você me contou na biblioteca de Oxford que leu era realmente tudo.
    - Bom, estamos sem pistas então? – perguntou Alister.
    - Nem tanto - disse Lara. Ela virou-se e socou a parede: apesar da pedra ser grossa, prestando muita atenção era possível notar que o som era oco, pelo eco no outro lado.
    - Escutou isso? – perguntou à Alister – com certeza há uma câmara ao lado desse corredor, bem ampla, e com certeza há algo importante lá dentro. Porém, tenho que encontrar uma entrada. Bem... Vamos lá.
    Lara começou a anda pelo corredor imenso, atenta às paredes, para ver se encontrava uma passagem. Percebeu que por toda sua extensão, havia muitos ossos espalhados, arranhões e manchas de sangue. Já fazia dois minutos que ela andava cuidadosamente pelo corredor imerso em sombras que pareciam não ter fim, quando sentiu o chão afundar. Olhou para baixo. Viu que o bloco onde tinha pisado, de fato, havia afundado.
    - Mas o que... – começou Zip. De repente, uma lâmina desceu do teto, como uma guilhotina, atrás de Lara.
    - Cuidado Lara! – disse Alister.
    - Agora as coisas estão melhorando – disse Lara.
    Lâminas começaram a descer do teto, subir do chão e sair pelas paredes à frente de Lara. Ela correu, esperando o tempo certo e dando pulos minuciosos para escapar das lâminas. Na última, uma lâmina do chão encontrava-se com uma do teto. Lara deu um salto bem calculado entre elas, porém, quando caiu no chão, este abriu-se revelando um buraco com espinhos.
    - Lara! – gritou Zip.
    Bem à tempo, Lara conseguiu virar-se e segurar-se nas bordas do alçapão.
    - Assim você me mata do coração, Lara! – disse Zip.
    - Foi um bom aquecimento – disse Lara – Agora, nosso prêmio.
    Lara saiu do buraco, pulou sobre ele e viu que havia chegado ao final do corredor.
    - Alguma passagem? – perguntou Alister. A lanterna de Lara não iluminava nenhuma entrada visível. Ela hesitou por uns instantes e disse:
    - Esperem um pouco.
    Ela observou, encostou a mão na parede e foi analisando-a. Daí, ela empurrou a parede com força, e vários blocos caíram, revelando uma passagem.
    - Alguém esteve aqui – disse Lara – os blocos estavam mal encaixados.
    - Lara, novidades – disse Zip, de repente – descobri o nome do cara que desapareceu no desabamento aí nesse corredor: Jason Smith.
    - Ótimo. Procure todas as informações que você conseguir sobre ele – disse Lara – E vamos continuar.
    Lara sacou suas pistolas.
    - Vamos entrar na tumba.

    Lara entrou na câmara. Conforme previu, era muito ampla: tinha o comprimento do corredor, porém, era bem mais larga, mais ou menos cinco ou seis corredores um ao lado do outro. Havia um túmulo de bronze bem ao centro da sala, e vários tesouros espalhados por todos os cantos: vasos, peças de ouro, etc. As paredes eram cheias de inscrições e desenhos, com vários detalhes em ouro e lápis-lazúli. Por último, Lara notou que, como no corredor, havia muitos ossos e sangue espalhados pelo assoalho da sala, assim como ornamentos de ouro em torno do sarcófago.
    - Se alguém esteve aí – disse Zip lentamente, como se estivesse contemplando toda aquela riqueza – por que o idiota não roubou todo esse ouro?
    - Porque obviamente não era isso que ele estava procurando – respondeu Lara – Com certeza, o ouro não era seu objetivo.
    - Pois quando eu entrasse nessa sala, eu mudaria meu objetivo bem rápido! – disse Zip.
    - Cada um, cada um Zip – comentou Lara.
    Lara aproximou-se do túmulo de bronze, no centro da sala, e leu as inscrições:

    “Aqui está encerrado
    Mais um fragmento
    Do ‘Pergaminho do Tempo’
    Uma das quatro partes, escondidas
    Em uma ilha distante,
    Onde a flora e fauna única formam uma beleza nunca vista;
    Em um continente perdido no oceano,
    Obscuro, deserto e sombrio;
    E em um longínquo e isolado império,
    Onde matas exuberantes e reis sanguinários dominam”

    - Que falta de criatividade, isso nem rima – disse Zip.
    Alister soltou uma exclamação.
    - Que absurdo! Isso, além de uma descoberta histórica, é uma grande pista para onde devemos procurar! Como é que você...
    - Alister – disse Lara – Ignore. Bem, agora tenho que descobrir como abrir esse sarcófago.
    - Lara, o último lugar deve ser o México não é? – perguntou Alister - Lá é onde ocorreu o outro incidente, e não é nem “um continente perdido no oceano” e nem “uma ilha distante”.
    - Provavelmente Alister – disse Lara.
    - O que esses caras entendiam de geografia? – perguntou Zip
    - Muito mais do que imaginamos – respondeu Lara – Vão pensando aí quais podem ser os outros dois lugares. E fiquem quietos enquanto fazem isso, eu tenho que pensar agora.
    Lara tentou levantar a tampa do túmulo forçando-a. Porém, parecia haver um mecanismo para abri-la; Com força humana, não era. Lara observou a sala com a lanterna. As gravuras na parede registravam a história que Alister encontrara na biblioteca de sua mansão: desde os deuses presenteando o faraó até os sacerdotes roubando, escondendo e amaldiçoando o pergaminho. Na última parede estava encaixada o que parecia ser uma enorme réplica do ”Pergaminho do Tempo”, em ouro. Dentro do pergaminho, havia inscrições em relevo, em uma escrita cuneiforme, que Lara não conseguiu identificar nem mesmo como Mesopotâmica, e, no centro, havia um símbolo estranho. De certa forma, lembrava uma estrela, ou algo do gênero. Aproximando-se, Lara viu que a réplica em tamanho gigante do pergaminho era dividida em quatro partes, cada uma provavelmente representando um fragmento. Uma das partes estava torta, e Lara encaixou-a. A sala começou a tremer.
    - Lara! O que você fez? – perguntou Alister.
    - O que eu deveria ter feito – disse Lara. A tampa do túmulo abriu-se.
    Areia e várias pedrinhas começaram a cair do teto e Lara correu em direção ao sarcófago. Finalmente conseguiria o primeiro fragmento do tal “Pergaminho do Tempo”, saberia como ele era. Para Lara, o momento em que ela chegava ao artefato que procurava era sagrado. Sempre único, emocionante e gratificante. Mas ao chegar ao sarcófago e apontar sua lanterna para dentro dele, sua decepção não poderia ser maior.
    Dentro do túmulo havia apenas restos de ossos humanos despedaçados. De repente, várias pedras caíram do teto. Lara olhou assustada. Das aberturas no teto, vários soldados-caveira saíram armados, com grandes lâminas e escudos.
    - LARA, CORRA! – gritou Alister.
    Lara deu uma última olhada no túmulo. A lanterna iluminou algo reluzente. Lara enfiou a mão no sarcófago de bronze e pegou a objeto reluzente: era uma chave. Guardou-a em sua mochila.
    - Lara... Dê uma olhada no chão... – disse Zip assustado.
    Vários escaravelhos saíam de qualquer buraco do chão, da parede, de dentro do túmulo e caíam do teto. Soldados-caveira entravam na sala pelo corredor ao lado e continuavam a sair pelos buracos no teto. Rapidamente, Lara estava cercada.
    - É hora de ir para casa – disse Lara. Ela olhou ao redor e rapidamente sacou sua shotgun. Atirou.
    BAM!
    Vários soldados e pedaços de ossos voaram.
    - YEAH! Ainda bem que isso ta gravado em vídeo! – gritou Zip animado.
    Os soldados ficaram agitados. Lara atirou mais duas vezes, e conseguiu abrir um estreito caminho de volta ao corredor.
    - Agora Lara! – disse Alister.
    Lara correu direção à saída. Os soldados seguiam desengonçados atrás dela. Quando chegou ao corredor, escutou novamente o barulho de lâminas.
    - Terei que ser rápida.
    Lara correu e foi um festival de pulos e acrobacias, desviando das lâminas. Os soldados que continuavam a cair do teto e a seguir Lara não acompanhavam; Sempre eram pegos e exterminados pelas lâminas. Lara conseguiu chegar às escadarias, porém mais um exército de caveiras estava a sua espera. Eles avançaram sobre Lara. Um fez um corte profundo em seu braço, que a fez soltar a arma. Desconcentrada, Lara não conseguiu desviar de outro soldado, que machucou sua perna. Em um movimento rápido, Lara pegou de volta sua shotgun do chão, atirou e, aproveitando o atordoamento dos guardas pelo tiro, lançou uma granada.
    BUM!
    Quase todos os soldados foram pelos ares. Com o caminho praticamente livre, Lara apressou-se para fazer o caminho de volta e correu para fora da pirâmide. O sol ainda demoraria para nascer novamente para o deserto. Os soldados não saíram da pirâmide. Apenas brandiam suas lâminas e soltavam grunhidos. Lara continuou correndo para longe da pirâmide.
    - Parece que não sou muito bem-vinda ao Egito.
    Seguiu-se um momento de silêncio do headset.
    - O QUE DIABOS FOI ISSO? Gritou Alister, desesperado.
    - Lara, com esse nem eu fiquei tranqüilo, comentou Zip, que parecia também um pouco receoso.
    - Com a fúria dos sacerdotes eu não poderia competir, citou Lara, mas acho que eu venci, ou pelo menos fugi da fúria deles. E do exército deles também.
    - O que isso significa? Perguntou Zip.
    - Significa que deve haver algum tipo de maldição. Vocês viram também: o pergaminho não estava no túmulo, alguém o roubou. E isso provavelmente desencadeou todos esses eventos, desde esse exército de mortos-vivos até a doença que vem se espalhando pelo Egito.
    - E quem roubou... começou Alister.
    - Eu aposto no “desaparecido” do incidente na pirâmide, que com certeza sabia muito bem com o que estava lidando.
    Seguiram-se alguns minutos de silêncio enquanto Lara andava para longe das pirâmides. Alister perguntou:
    - Como você vai voltar para o hotel Lara?
    - O hotel explodiu Alister – disse Lara, infeliz, chegando agora ao deserto. A tempestade de areia havia parado – Tenho que procurar outro hotel. Zip, você conseguiu mais informações sobre esse tal de Jason Smith, o único sobrevivente do acidente?
    - Sim Lara, respondeu Zip, só temos um problema: Jason Smith é apenas um dos nomes de um famoso e rico arqueólogo que banca o “fora da lei”. Ele tem tanta grana que a polícia nunca consegue pegá-lo. Também é conhecido como Michael Linus, Anthony Harper, James Rutland e Bob Evert. Mas tá difícil de descobrir qual desses é o verdadeiro nome dele...
    - É James Rutland – disse Lara repentinamente.
    - Como você sabe? – perguntou Zip, confuso.
    - Ele é um velho amigo meu – respondeu Lara.
    - Lara e seus velhos amigos... – comentou Zip baixinho.
    Lara continuou andando lentamente pelo deserto. Estava muito frio. Viu um dos jipes de um dos capangas de longe. Iria até lá, ligaria o jipe e voltar para a cidade. Estava cansada, mas satisfeita: tinha retornado às suas aventuras e, em breve, estaria de volta à boa forma. Lara chegou ao jipe, tirou o corpo dos mercenários mortos com tiros, deu a partida e começou a dirigir em direção à cidade.
    - Vemos que você arranjou um jipe, Lara – disse Zip.
    - É, era de um capanga.
    - Bom – disse Alister ansioso – vamos falar mais sobre o que aconteceu lá dentro Lara. Na tumba do sacerdote egípcio.
    - Rutland desgraçado, conseguiu o que ele queria – disse Lara – O pergaminho foi roubado por ele. E ele decifrou o enigma, ou pelo menos parte. Já foi para o México e roubou o pergaminho de lá também. Isso explica como a maldição está se espalhando pelo México também.
    - Então nossa próxima parada é no México? – perguntou Alister.
    - Não, seria perda de tempo – disse Lara – Temos que conseguir os outros dois fragmentos antes dele. Temos que torcer para que ele ainda não tenha descoberto onde estão os outros dois fragmentos.
    - E você Lara? Faz idéia de onde está o próximo? – perguntou Zip.
    - Uma vaga idéia – disse Lara pensativa – Conto melhor quando estiver na mansão. Não quero pensar muito sobre isso. Parte do meu inventário explodiu no hotel, preciso me reabastecer e de uma boa noite de sono.

    Lara acelerou e logo chegou à cidade. Novamente, foi fácil encontrar um hotel, pois a cidade, que já estava vazia devido aos recentes fenômenos, não iria lotar logo na noite em que Lara esteve fora.
    Lara não desfez sua mochila. Apenas pegou um punhal e deixou embaixo do travesseiro, como sempre fazia. Mas dessa vez, ficou mais atenta ainda, porque não duvidava de outra invasão. Lara entrou novamente na tumba do sacerdote egípcio e o túmulo abriu assim que ela se aproximou. Então, vários “Zips” em miniatura saíram de todos os cantos e gritaram com uma vozinha fina: “A chave!”. Lara procurava desesperadamente a chave no sarcófago, que estava cheio de adagas douradas. Ignorando os cortes nas mãos, continuou a procurar e encontrou a chave no fundo da arca. Mas quando encostou na chave, ela transformou-se em uma interrogação. Lara virou-se confusa e perguntou:
    - O que eu devo fazer?
    Winston entrou na tumba, segurando uma bandeja com mais uma adaga dourada em cima dela e disse:
    - Use-a para cortar o mal pela raiz.
    A voz de Winston ecoou pela tumba e começou a ficar cada vez mais alta, ao ponto que Lara teve que tapar os ouvidos...
    Lara acordou assustada suando frio. Fracos raios de sol entravam pela vidraça suja do quarto de hotel. O dia já começara quente. Lara levantou da cama e se trocou. Entrou em contato com a mansão.
    - Uaaaaaahhh... – bocejou Zip – Você vai acordar todo dia à essa hora é?
    - Não é tão cedo – disse Lara sorrindo – Já são seis horas.
    - Aí no Egito – disse Zip nervoso – Aqui em Surrey são quatro da manhã! À essa hora, eu nem sonho em acordar.
    - Só achei que vocês gostariam de saber que estou indo para o aeroporto – disse Lara, rindo – e que daqui a algumas horas, estarei na mansão.
    Lara esperou uma resposta ou um comentário, que não chegou.
    - Zip...?
    Lara escutou um ronco alto, tão alto que fez o fone chiar.
    - Esses garotos... – comentou baixinho.
    Lara foi para o aeroporto e pegou o primeiro vôo para a Londres, Inglaterra, que saía às sete. Chegando à Surrey, Lara pediu impacientemente para o motorista ser rápido, pois ela queria chegar o quanto antes possível para o banquete, que Lara tinha certeza, Winston estava preparando.

    FIM DA PARTE 1: O RETORNO AO EGITO


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      Data/hora atual: Qui 21 Set 2017, 05:36