(2x01) Capítulo 5 – O Continente Perdido

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    Hugo
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    (2x01) Capítulo 5 – O Continente Perdido

    Mensagem por Hugo em Sex 18 Dez 2009, 09:15

    Tomb Raider: A Herança dos Sacerdotes
    Escrito por Richard Bentham


    Parte 2 – "The Land Down Under"


    Capítulo 5 – O Continente Perdido



    “A misteriosa doença continua a atacar no Egito”, dizia a jornalista na TV da cozinha da mansão, durante o telejornal do almoço. “A cidade está em estado de alerta e muitos já a deixaram. Os médicos não sabem o que fazer, pois não conseguem identificar a doença, nem sabem como ela é transmitida.”
    Winston escutava a reportagem sem muita atenção. Estava andando da cozinha para a sala de jantar, preparando um banquete para quando Lara voltasse. Ele também escutou pela TV que na Cidade do México estava nevando em pleno verão.
    Assim que terminou de arrumar a mesa, a porta da mansão se abriu. Lara estava de volta. Ela chegou à sala de jantar e deu um profundo e cansado suspiro.
    - Olá Winston. Vi que preparou um banquete, disse Lara, com um sorriso cansado, mas satisfeito.
    - Claro, Lady Croft. Irei avisar os rapazes que você chegou.
    - Sim, por favor. Vou tomar um banho e já desço novamente para comer.
    Cerca de meia hora depois, todos estavam reunidos na mesa devorando o delicioso banquete preparado por Winston, enquanto comentavam as notícias das desgraças causadas pela maldição ao redor no Egito e no México, os medos, a missão e os planos.
    Ao fim da refeição, Lara decidiu começar a traçar os próximos passos:
    - Então rapazes, sobre aquele enigma que li no túmulo de bronze no Egito... Já sabemos que “um lugar de natureza exuberante e reis sanguinários” era o México. A que lugar vocês acham que se referem as partes “uma ilha distante” e um “continente perdido”?
    - Como assim? Você não faz idéia? Perguntou Zip, um pouco surpreso.
    - Claro que faço Zip, eu sempre faço. Mas gostaria de ouvir a opinião de vocês antes.
    - Será que o continente perdido é Atlântida, Lara? Perguntou Alister.
    - Talvez seja, mas vamos torcer para que eu não tenha que encontrar aquele lugar de novo - disse Lara, lembrando-se dos detalhes da sua já antiga aventura - enfim, eu acredito que o próximo lugar a se visitar seja a Austrália. Atlântida é um bom palpite Alister, mas geralmente os povos antigos se referiam à Atlântida como um lugar a se venerar, não como um “continente perdido” e afastado. A Oceania era o lugar que os Antigos diziam assombrado e perdido, e também dominado por monstros.
    - “The land down under...” – disse Zip, pensativo – OK, então meio mistério resolvido. E quanto à “ilha perdida”?
    - Há incontáveis ilhas perdidas por aí Zip... Vamos dar um passo de cada vez. Já sabemos que eu provavelmente tenho que ir à Oceania. Vou começar a procurar pela Austrália, me parece mais óbvio começar por lá.
    - Certo Lara – concordou Alister – Eu pesquisarei mais sobre o assunto. Aliás, vou começar agora.
    - Eu ajudo – disse Zip, espreguiçando-se – Vamos. Obrigado pelo banquete Winston, estava demais.
    Os dois, Alister e Zip, levantaram-se e foram pesquisar. Lara e Winston levantaram-se também. O mordomo perguntou:
    - O que vai fazer agora, Lady Croft?
    - Procurar ajuda, respondeu Lara.

    Lara subiu as escadas com pressa. Lembrara-se, ainda na mesa do banquete, de algo que poderia ser útil. Apesar de parecer muito vago ir apenas à Austrália aparentemente sem muitas pistas até então, ela tinha um plano, e conhecia alguém que poderia lhe dar alguma luz. Informações sobre o Pergaminho do Tempo eram quase impossíveis de se encontrar, portanto qualquer ajuda seria bem-vinda. Lara pegou a agenda e o telefone em seu quarto.
    - Michael Littletown.
    - Professor Littletown, quem fala é Lara Croft. Preciso de sua ajuda. Posso marcar de me encontrar com o senhor?
    - Ah, olá Lara. Sim, claro, estou disponível esses dias. Onde e quando gostaria de se encontrar?
    - Vou voar para a Austrália daqui a pouco, devo chegar em Canberra à noite, por volta das dez horas.
    - Perfeito Lara. O que você acha de nos encontrarmos em frente à Biblioteca Nacional da Austrália? Você sabe onde fica, certo?
    - Sei sim. Por mim está tudo certo.
    - Tudo certo então Lara. Nos vemos por lá. E pode ficar hospedada em minha casa durante a noite, se quiser.
    - Com certeza será muito agradável, professor.
    Lara desligou o telefone. O Doutor Michael Littletown era um incrível historiador australiano, e era mais um dos velhos amigos de Lara “herdados” de seu pai, assim como o Professor Eddington. Lara falou com Zip, Alister e Winston, arrumou seu inventário e voou para Canberra, a capital australiana, em seu jatinho particular. Chegou na Biblioteca Nacional de táxi um pouco atrasada, devido ao fuso-horário.
    Lara saiu do taxi para a noite, quase madrugada fria de Canberra. O céu relampejava ao longe, anunciando que em algumas horas uma tempestade chegaria. A avenida estava bem iluminada, porém vazia, a não ser por alguns homens fumando no estacionamento à frente e um outro parado na esquina do cruzamento da avenida onde estavam com a King Edward. O professor Michael Littletown estava esperando por Lara, em frente ao estacionamento da biblioteca, sentado num banco na calçada. Quando viu Lara, levantou-se:
    - Olá Lara – disse Sr. Littletown. Era um senhor de idade baixinho e franzino, com óculos que ampliavam seus olhos em umas cinco vezes. Usava uma bengala, da qual Lara não tinha recordação se ele usava antes ou não. Mesmo assim, aquele velhinho passava um grande ar de respeito – Há quanto tempo! Como vai?
    - Olá professor Littletown. Vou bem sim, e o senhor?
    - Ótimo também – respondeu o velhinho sorridente. Os dois abraçaram-se. Littletown ajeitou os óculos e perdeu aquele tom de ternura de antes, assumindo agora um ar acadêmico.
    - Para que precisa de minha ajuda, Lara?
    - O senhor deve ter acompanhado os recentes acontecimentos no México e no Egito, não? Pois bem, esses eventos estão ligados à um artefato chamado “Pergaminho do Tempo”. No Egito, encontrei pistas que acredito que apontam para a Austrália. Gostaria de saber se o senhor sabe de algo.
    Lara entregou os versos encontrados no Egito que ela anotou num papel ao Professor Littletown. Ele leu os versos, pensou um pouco, devolveu-os à Lara e disse:
    - Sinto muito Lara, mas nunca ouvi falar de tal artefato. Concordo com sua interpretação dos versos, e se esse Pergaminho do Tempo existe pode realmente estar aqui na Austrália, ou pelo menos na Oceania, mas não faço idéia de onde procurá-lo.
    Lara suspirou, um pouco desapontada. Por fim, disse:
    - Tudo bem, obrigada mesmo assim.
    - Bem... – disse o professor - está tarde, melhor irmos embora. Vamos, estacionei meu carro no estacionamento ali em frente.
    Os dois começaram a atravessar lentamente a rua para chegarem ao estacionamento onde o veículo do professor estava estacionado. Littletown começou a puxar conversa:
    - Então Lara... planeja visitar o que na Austrália durante sua estadia?
    Lara riu.
    - Estou aqui a negócios Michael, infelizmente, não de férias.
    Um pneu cantou ao longe. O homem que Lara notou que estava parado na esquina quando chegou se moveu. Lara parou. Littletown também. Lara abriu sua mochila e tirou cuidadosamente uma das pistolas de dentro.
    - Littletown – disse Lara lentamente – vá para o carro...
    Uma moto saiu em alta velocidade da esquina onde o homem parado estava. O homem na esquina sacou uma arma e começou a correr na mesma direção da moto – na direção de Lara, que estava no meio da rua.
    - Professor, abaixe-se! Gritou Lara.
    Começou o tiroteio. O homem de moto cercava Lara enquanto atirava. Lara tentava acertar o homem que vinha da esquina, enquanto fazia acrobacias para tentar não ser acertada por ele. Ela acertou um tiro no joelho do homem fazendo-o cair. Lara começou a tentar atirar no homem de moto, porém não conseguia acertá-lo.
    - Desça dessa moto e me enfrente como homem – gritou Lara. Porém, o homem a surpreendeu com uma manobra, passando bem perto de Lara com a moto, fazendo-a dar um grande salto para não ser atropelada. Quando Lara tinha acabado de se levantar, o homem retornou com a moto e deu-lhe uma coronhada, fazendo Lara desmaiar. O homem parou a moto.
    - Lara! Gritou Littletown, que estava encolhido na calçada.
    - Quietinho aí, velho – disse o homem apontando-lhe uma arma.
    Segundos depois uma van saiu da mesma esquina de onde veio a moto. Vários homens desceram dela, socorreram o capanga que levara um tiro no joelho e colocaram Lara, desmaiada e com a testa ensangüentada, dentro da van. Littletown, impotente, assistia amedrontado. Todos os homens subiram na van e foram embora. Desapareceram em alta velocidade virando na próxima rua.
    Littletown, tremendo e apavorado, levantou-se e pegou seu celular. Ligou para a mansão de Lara.
    - Mansão Croft - disse Winston do outro lado da linha.
    - Alô Winston, é o Littletown, Michael Littletown. Aconteceu algo muito ruim aqui em Canberra.


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